quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Culpa É Das Estrelas

 “Você vai rir, vai chorar e ainda vai ficar querendo mais.”, essas foram as palavras usadas por Markus Zusak, autor de A Menina Que Roubava Livros, para descrever a mais nova obra-prima de John Green: A Culpa É Das Estrelas.
Com uma escrita voltada ao público jovem, mas que vem conquistando cada vez mais apreciadores fora dessa faixa, John Green faz uso da fórmula: “comédia + bom drama” para dar vida à Hanzel Grace e a Augustus Waters ou, simplesmente, Gus, o mais novo casal jovem da literatura ‘embriagante’.
O livro publicado em 2012 pela editora Intrínseca, conta a história de Hanzel, uma menina de 16 anos com câncer nos pulmões, que, durante uma de suas visitas ao grupo de apoio aos jovens com câncer, conhece Augustus (Gus), outro jovem que há um ano não possuía mais nenhum sinal de câncer.
Hanzel percebe que Gus fica interessada nela, porém ela se permitiria a amar sabendo que a qualquer momento o câncer a mataria e ele sofreria? Com esse pensamento, ela tenta afastar Gus, mas a cada tentativa, lá estavam eles juntos dividindo experiências e se aproximando cada vez mais.
Em poucos dias, Hanzel e Gus vivem uma bela história de amizade, de amor, de companheirismo, de dor, de decepção e, principalmente, de vontade de viver entre os cenários de uma cidadezinha dos Estados Unidos e a bela Amsterdã. E mostram que, independente da idade, o amor pode nos ensinar a verdadeira razão de se viver.
John Green deixa bem claro o significado do amor verdadeiro e a necessidade de demonstrá-lo quando a única certeza é que se está morrendo. Mostra que o amor, quando anda de mãos dadas com a morte, pode provocar muita dor, mas isso não significa que não possa ser sentido.
Seria culpa das estrelas Hanzel ter conhecido Gus? Ou seria culpa das estrelas o que viria a acontecer?  Se as almas de Hanzel e Gus já estavam predestinadas a se encontrarem, não se sabe, mas deveria ser destino de todos terem um exemplar desses perto da cabeceira da cama, porque a verdadeira culpa seria não eternizar Hanzel e Gus e seu divertido triste amor nas nossas mentes.

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